O que fazer com o 13º salário?

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O final do ano está aí, e com ele vem o tão esperado 13° salário. Também conhecido como gratificação de natal, o benefício existe desde 1965, e ajuda os trabalhadores a aliviar as contas e a se planejar para o próximo ano. O valor recebido se refere ao salário do mês anterior, e é ajustado proporcionalmente em 1/12 avos de fevereiro a novembro. A primeira parcela da bonificação deve ser paga até o dia 30 de novembro. Se o trabalhador estiver de férias neste período, deve solicitar, por escrito, o adiantamento da primeira parcela do 13° salário no mês de janeiro do ano correspondente.

As despesas extras típicas desta época também chegam com força total. Economistas recomendam, entretanto, que o 13° salário seja direcionado ao pagamento de dívidas. É altamente aconselhável que o dinheiro não seja gasto sem controle. 

Em entrevista ao Correio do Povo, o consultor em finanças pessoais e economista Alfredo Meneghetti Neto analisa a destinação do 13º salário sob três pontos de vista: o dos que possuem dívidas, dos equilibrados e dos que não têm débitos.

Para os que estão com muitas dívidas, o economista recomenda a negociação com os credores. Existem fóruns oficiais em várias cidades responsáveis por este processo. Renegociar o débito é importante, além de amortizar a dívida com o 13º salário. Já para os trabalhadores em situação de equilíbrio, Meneghetti indica a realização de compras à vista e a antecipação de compras inevitáveis. Isso porque os preços tendem a aumentar devido à alta demanda por eles. Por fim, para os que não possuem dívidas, o aconselhável é investir. Quem não tem preocupação em quitar dívidas ou pagar contas altas, pode aplicar o 13º salário em investimentos como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) ou o Certificado de Depósito Bancário (CDB), que oferecem segurança e bons rendimentos ao investidor.

Bitcoin: uma nova tendência de investimento

Norueguês investe R$59 em bitcoins e compra apartamento com rendimentos

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As moedas eletrônicas, também conhecidas bitcoins, passaram por uma grande valorização ao longo dos anos. Tanto que o norueguês Kristoffer Koch gastou US$ 27, ou R$ 59 de acordo com a cotação do Banco Central desta quarta-feira (30), em 2009, com o investimento, e agora conseguiu comprar um apartamento com os rendimentos.

De acordo com o site International Business Times, hoje, o montante vale US$ 866 mil (R$ 1,8 milhão), porém, Koch havia se esquecido das suas bitcoins até ler uma matéria sobre a valorização do investimento. Em entrevista, ele disse que nem se lembrava da senha de sua conta.

O rapaz separou em torno de um quinto da sua fortuna para comprar e reformar um apartamento de três quartos em Toyen, uma das áreas mais ricas em Oslo, na Noruega. 

Fonte: InfoMoney | Por: Juliana Américo Lourenço da Silva | De: São Paulo

Renda Fixa X Poupança X Tesouro Direto

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Antes de investir, é importante conhecer as modalidades disponíveis no mercado para entender as vantagens e especificidades de cada uma delas. Avaliar as opções para fazer a escolha correta de acordo com o seu perfil de investidor é essencial. Por isso, este post irá falar sobre alguns tipos de investimento bastante procurados: Renda Fixa (LCI, CDB e Tesouro Direto) e Poupança.

Renda fixa

O investimento em renda fixa é caracterizado por títulos que pagam, em períodos definidos, certa remuneração. Para entender melhor, imagine que os títulos são empréstimos: quando você compra um título de renda fixa, você empresta dinheiro ao emissor (um banco, por exemplo). Os juros cobrados são a remuneração recebida pelo empréstimo do dinheiro, em um período já estabelecido. Os títulos dessa modalidade são pouco suscetíveis à volatilidade dos mercados, ao contrário dos investimentos em rendas variáveis, nos quais se pode até perder dinheiro. Independente do perfil do investidor, os produtos de renda fixa são excelentes opções. Exemplos de produtos de renda fixa são o Certificado de Depósito Bancário (CBDs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs).

CDB e LCI

O CDB é um investimento que oferece liquidez diária após um determinado período de carência que pode ser de 30, 180 ou 360 dias.

Quanto mais tempo o recurso permanecer aplicado, maior será a rentabilidade, devido à tabela regressiva de Imposto de Renda.

Já as LCIs são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas, garantindo melhor rentabilidade. As operações são feitas por prazos fechados que podem ser de 60 a 360 dias, não sendo possível resgate antecipado. Assim como o CDB, a LCI é um produto livre de tarifas, taxas de administração ou performance.

Estas duas modalidades de investimento são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$ 250 mil por conta. Para ajudar a mensurar o rendimento de uma aplicação em LCI ou CBD, faça uma simulação: http://bit.ly/SimuladorInvestimento

Poupança

A Poupança, investimento mais popular entre os brasileiros, é isenta de imposto de renda e possui rendimento mensal. Apesar de o dinheiro aplicado na poupança poder ser resgatado a qualquer momento, se isso acontecer fora do dia do aniversário do depósito, que ocorre a cada 30 dias, o investidor perderá o rendimento daquele mês.

Esta modalidade oferece baixa rentabilidade. Atualmente, o rendimento fixo da poupança é de 0,50% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).

Assim como nos investimentos em CDB e LCI, o FGC garante ao investidor o valor de até R$ 250 mil por instituição financeira.

Tesouro Direto

Por último, o Tesouro Direto é o formato online do Tesouro Nacional, destinado a investidores que desejam comprar títulos públicos via corretora. Nos dias de hoje, existem dois tipos de títulos: as notas, de prazos mais longos, e as letras, de prazos mais curtos. Esses títulos possuem divisões, que possibilitam ao investidor optar por letras que são mais favoráveis em cenários de alta de juros e letras que oferecem mais rentabilidade em cenário de juros baixos.

Os títulos do Tesouro têm remuneração pré-definidas, sendo que o valor dos títulos oscila no tempo. De acordo com as modificações no cenário econômico, eles sofrem valorização ou desvalorização. São aplicações de longo prazo que se resgatadas antes do vencimento final do papel, podem ter sua rentabilidade comprometida.

As 12 melhores lições de investimento para a aposentadoria

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É fácil se envolver nos detalhes das coisas que você está fazendo e perder de vista os princípios importantes que devem ditar as nossas escolhas e que vão influenciar o resultado de tudo o que fazemos.

Assim, Paul Merriman, colunista do Market Watch, resolveu compartilhar 12 lições importantes que aprendeu sobre como investir. “Eu continuo voltando para esses conceitos e princípios de novo e de novo para me manter – e os meus leitores – em curso”, afirmou.

Um

Eu não sei o futuro e eu nem tenho como saber. Aliás, nem eu e nem qualquer outra pessoa. Quando eu era jovem, acreditava em um monte de especialistas que achavam que poderiam saber o futuro e aproveitar o seu conhecimento. Seus argumentos eram tão convincentes que eu os segui confiante. Mas outras vezes acabei sendo surpreendido – às vezes até mesmo atordoado – para descobrir o quão diferente era o futuro real quando comparado com o que os especialistas previam.

Dois

O melhor guia que eu encontrei para o futuro é o passado. O passado fornece probabilidades. Se uma determinada coisa falhou 90% do tempo, é sensato acreditar que continuará a fazê-lo. E se uma outra coisa deu certo 90% do tempo, é também sensato pensar que vai continuar a fazê-lo.

Três

Eu aprendi a concentrar-me nas coisas que podemos controlar e deixar o resto para lá. O que eu posso controlar? Despesas, impostos, custos de volume de negócios, a diversificação, a seleção de classes de ativos, para citar alguns. A maioria do resto de que a média se concentra é apenas ruído.

Eu também posso controlar (até certo ponto, pelo menos) as minhas emoções, minhas expectativas e minha disciplina. Eu aprendi que é extremamente útil para mim fazê-lo.

Quatro

Não importa o quão cuidadosamente e sabiamente eu faça um plano para meus investimentos, pois quase todos do mercado terão uma ideia melhor. Essas ideias melhores quase sempre resultam em lucros para o mercado, independentemente de me fazer bem ou não.

Wall Street quer fazer amizade comigo (e com o meu dinheiro). Eu sou totalmente a favor de ter amigos, mas os investimentos devem ter uma relação de negócios, não de amizade.

Cinco

A maioria dos investidores não está preparada para lidar com a turbulência emocional dos mercados. Os altos e baixos do mercado levam as pessoas a querer comprar e vender na hora errada, e muitos investidores fazem exatamente isso.

Isso conduz a duas lições práticas. Primeiro, configure seus investimentos para que eles sejam suficientemente diversificados, utilizando os serviços de um consultor profissional mais experiente. Em segundo lugar, não perca seu tempo assistindo e lendo as notícias financeiras ou verificando seus saldos.

Seis

Eu aprendi que a sorte tem um impacto maior sobre a vida regressa do que a maioria das pessoas estão dispostas a admitir. Conheço um casal que vendeu a maior parte de sua carteira de investimento, a fim de comprar uma casa, enquanto esperavam para vender o lugar que eles estavam vivendo.

Toda a sabedoria convencional aconselharia a não fazer isso. Mas, como se viu, eles evitaram a queda repentina do mercado de ações de 1987, que acabou com trilhões de dólares de investimentos em apenas algumas horas.

Depois de sua casa vendida, eles investiram os recursos e passaram a montar posição no próximo grande mercado em alta, com 30% mais dinheiro do que teriam se tivessem seguido a sabedoria convencional. Esta não foi uma boa estratégia. Foi pura sorte.

Sete

Uma e outra vez eu vi os investidores se concentrarem quase que exclusivamente sobre os grandes resultados que esperam obter.

Mas isso é essencialmente um desperdício do nosso tempo e energia. Se o investimento for bem sucedido, eu garanto que você não vai ter dificuldade em aceitar o sucesso.

Em vez disso, concentre-se sobre a perda potencial que você pode enfrentar se as coisas não saem como o esperado. Por exemplo, qualquer ação individual pode perder a maior parte ou a totalidade do seu valor, independentemente de quão boa é a “história” dos seus produtos ou de gestão. Um fundo de ações diversificado, por outro lado, tem uma perda esperada de apenas 50%.

Oito

Um problema muito comum dos investidores é correr em direção ao risco – muitas vezes sem perceber. Aprendi o quanto é importante passar o bastão de risco para outros investidores. E é muito fácil fazer isso.

Nove

Falando de riscos, eu aprendi a nunca assumir um risco, a menos que eu seja recompensado financeiramente por isso. Por exemplo, a compra de um fundo de crescimento large-cap expõe ao risco de que você pode perder metade (ou mais) do seu investimento – mas o retorno esperado é muito maior. Por outro lado, um fundo de valor large-cap expõe ao mesmo risco, mas oferece três pontos percentuais adicionais do retorno esperado a longo prazo.

Dez

Eu aprendi o valor da liquidez de um dia. Se eu tiver que esperar semanas (ou até meses) para vender um investimento, eu vou estar frustrado e sentir como se eu tivesse perdido o controle. Quando investimentos ilíquidos vão mal e muitas pessoas querem sair ao mesmo tempo, os mecânicos previsíveis de oferta e demanda podem roubar grande parte do valor desses investimentos.

Onze

As decisões de compra e venda que partem do emocional podem ser o pior inimigo de um investidor. Por isso, eu aprendi a fazer o processo da forma mais mecânica possível.

Doze

Eu aprendi que 99,9% dos investimentos de sucesso tem estratégia defensiva, e não ofensiva. Isso significa evitar a perda do dinheiro que você tem guardado e dos ganhos que você conseguiu.

Nos esportes, os especialistas têm um ditado: o ataque ganha jogos, mas a defesa ganha campeonatos. Eu acredito que isso valha também para os investimentos.

Fonte InfoMoney | De São Paulo | Por Arthur Ordones

Quer ficar rico investindo? 3 especialistas listam dicas valiosas

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Ficar rico investindo e viver apenas de renda é o sonho de muitas pessoas, mas está longe de ser uma tarefa fácil. É preciso de muita disciplina, estratégia, bastante estudo e até um pouco de sorte.

Para deixar você mais perto de conquistar esse sonho, conversamos com alguns especialistas que listaram 9 dicas que podem ajudá-lo a se tornar um milionário que vive só de renda, sem precisar mais trabalhar para pagar suas contas, comprar coisas e fazer viagens, por exemplo.

1 – Diversifique muito (e corretamente) seus investimentos

A renda tem que vir de várias fontes para conseguir viver só dela. Um erro que as pessoas cometem é o de colocar o dinheiro em um fundo ou no CDB e achar que está garantido, pois não está. A coisa mais importante é diversificar seus investimentos, porque ao longo do tempo eventuais perdas ou ganhos baixos podem ser compensados por outras aplicações. A renda tem que vir de todos os lados: aluguéis, títulos, dividendos. Você pode ganhar através de juros, assim como você também pode ganhar através de valorização do ativo. Imóveis e ações de dividendos são um exemplo: além de poder ganhar com a valorização do ativo no mercado, você; tem uma renda periódica com o aluguel ou com os proventos pagos pela empresa. Eliana Bussinger, consultora financeira.

2 – Vigie de perto seus investimentos

A vigilância permanente dos seus investimentos é um ponto muito importante. Não deixe quem está administrando seu dinheiro agir por conta própria, sempre acompanhe de perto, se não tudo pode desaparecer. Um exemplo é o do caso Madoff e seu esquema de pirâmide. Muita gente se deu mal. Eliana Bussinger.

3 – Entenda a diferença entre independência financeira e liberdade financeira

É muito importante entender essa diferença. Independência financeira é quando você consegue ter uma vida confortável e viver de renda, mas precisa ficar vigilante para um dia o dinheiro não acabar. Já a liberdade financeira é quando a pessoa não precisa mais se preocupar com nada, pode comprar o que quiser, viajar para onde quiser e quando quiser. É quando a pessoa chega a uma situação na qual o dinheiro dela não vai mais acabar. Esses casos são raríssimos. Hoje, no Brasil, apenas 2% dos idosos são independentes financeiramente falando, ou seja, que conseguem viver da aposentadoria. Eliana Bussinger, consultora financeira.

4 – Administre os seus recursos como se fosse uma empresa

É importante demais fazer isso, mas sua “empresa”, no caso, tem que ser tomadora de recursos, ou seja, superavitária. Tente controlar a despesa para que sobre, no mínimo, 10% do lucro total – o ideal é 30% e, quanto mais, melhor. Sérgio Quintella, diretor da Valore Investimentos Personalizados.

5 – Quite todos os empréstimos

É muito importante acabar com tudo, até mesmo com financiamentos. Mesmo se for um financiamento de automóvel, por exemplo, com uma taxa reduzida, elimine-o. Pode dar a impressão de que é mais importante ter o dinheiro guardado e pagar o carro mês a mês do que ter o carro quitado, mas isso não é verdade, pois comprar à vista e fugir do juros sempre é a melhor opção. Sem falar que comprando à vista sempre se consegue desconto. Então a pessoa tem que caminhar para zerar as dívidas. Sérgio Quintella.

6 – Comece o quanto antes

A pessoa tem que entender que R$ 100 investidos hoje é muito diferente do que R$ 300 investidos daqui 10 anos. Cada dinheiro é uma arvore que vai crescer, ou seja, se você plantar hoje vai estar maior daqui ha 10 anos do que se tivesse plantado daqui cinco anos. Invista sempre e comece o quanto antes for possível. Sérgio Quintella.

7 – Entenda os perfis de risco de cada investidor

Entender o seu perfil de risco e levar em consideração de que a aplicação visa o longo prazo é muito importante. Se uma pessoa sabe que vai alocar uma parte da carteira em ações, tem que estar ciente que haverá oscilação, inclusive para baixo, ao longo do caminho. O próximo passo então seria criar uma estratégia de alocação de ativos. Suponha que o perfil de risco é condizente com 50% em renda fixa e 50% em renda variável. Se após algum tempo um cair e outro subir, ela deve sempre igualar novamente. Por exemplo, após um tempo os 50% em renda fixa viram 70% e os 50% em renda variável viram 30%, ela vai ter que rever essa carteira para comprar mais ações até ficar 50%/50% novamente. Sérgio Quintella.

8 – Guarde dinheiro para uma emergência

Deixe sempre um pouco de dinheiro líquido para uma emergência. Quem está começando a entrar nesse planejamento de independência financeira tem que fazer um cálculo para saber quanto guardar de dinheiro, pois isso depende de pessoa para pessoa. O certo é guardar cerca de seis meses de salário em um investimento que seja líquido, como poupança, CDB ou fundo de renda fixa que tenha liquidez boa e esteja pagando bem. Hoje temos alguns fundos melhores que a poupança e com liquidez D+1. É importante ter isso para o caso de ter uma emergência, como perder o emprego, por exemplo. Seis meses é o tempo médio para se recolocar no mercado. É importante, como dica, sempre ter um dinheiro na mão para não ter que dar passos para trás se necessário. Sérgio Quintella.

9 – O tripé que deve sustentar seu objetivo é: tempo, rentabilidade e montante

Para ficar rico você tem que pensar em três coisas básicas: tempo, rentabilidade e na quantia depositada por mês. Abrir mão de consumir hoje para consumir no futuro é um problema psicológico – as pessoas não conseguem esperar pra ter alguma coisa e por isso se endividam para pagá-la. É importante usar o tempo a seu favor, e não contra você.

A segunda coisa são os investimentos e sua rentabilidade. Precisa de informação, mas é a variável que está menos em nossas mãos. Para administrar o tempo é preciso disciplina. Já em relação aos investimentos é importante estudar, mas quando vou para investimentos com mais riscos, como a bolsa de valores, eu assumo riscos, então foge um pouco do seu controle.

Outro ponto é o montante aplicado todos os meses. As pessoas ficam preocupadas em investir bem, mas não guardam tanto quanto deveriam. Se você investir bem e arriscar, pode conseguir uma rentabilidade de 1% ao mês. Investindo R$ 200 todos os meses, por exemplo, você vai acumular menos do que aquele que conseguir juntar todos os meses R$ 400 com uma rentabilidade bem menor, de 0,5%, por exemplo.

Gaste menos do que você ganha e controle os gastos. Pouca gente fala em quanto guardar. O montante aplicado deve ser constante. Se você for muito conservador e investir só em renda fixa, mas a quantia guardada por mês for grande, você consegue a independência financeira. Mas R$ 200 por mês, em 30 anos, não aposentam ninguém, pois com as taxas que os bancos cobram e a tributação, você vai ter uma rentabilidade muito baixa. Por isso eu considero mais importante o montante, depois o tempo e, por último, a rentabilidade. Elisson de Andrade, educador financeiro.

Fonte: Infomoney | De São Paulo | Por Arthur Ordones

Letras de Crédito Imobiliário X Fundo de Investimento Imobiliário

Imagem Existem várias opções de investimento no mercado financeiro. Na hora de escolher em qual aplicar seu capital, é necessário compreender as características de cada um, bem como suas vantagens e rentabilidade. Conheça duas modalidades de investimento, as Letras de Crédito Imobiliário e os Fundos Imobiliários:

As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) são papeis de renda fixa lastreados em créditos imobiliários, garantidos por hipotecas ou por alienação fiduciária de um bem imóvel. Ou seja, as instituições financeiras usam parte das carteiras de créditos imobiliários como lastro para uma aplicação financeira. Assim, os recursos aplicados são direcionados para financiamentos habitacionais. Os tomadores de crédito deste produto têm direito de crédito pelo valor nominal, juros e atualização monetária.

As LCIs são atrativas por serem isentas de imposto de renda para pessoas físicas. Além disso, o produto é sem tarifas, taxas de administração ou performance. No caso das pessoas jurídicas, a tributação é igual a de renda fixa, começando com alíquotas de 22,5% para aplicações de até 180 dias, até 15% para prazos superiores a 720 dias.

Os investimentos em LCIs são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$250 mil por conta, o que dá ao investidor mais segurança e, consequentemente, torna o produto menos volátil.

Já os Fundos de Investimentos Imobiliários são fundos em que o patrimônio é aplicado na compra de imóveis para aluguel. Ao adquirir cotas de um fundo imobiliário, o investidor participa de todos os empreendimentos na carteira desse fundo. A modalidade de investimento é aplicada sobre negócios imobiliários como shoppings, hospitais ou edifícios comerciais. O retorno do capital investido advém da distribuição de resultados do fundo ou pela venda das suas cotas.

O investimento no fundo pode ser realizado por qualquer pessoa, sendo que o valor mínimo depende do Fundo Imobiliário escolhido. Além disso, o rendimento varia de um fundo para outro. Se a pessoa física é cotista, é isenta de imposto de renda sobre os rendimentos distribuídos. Mas, para conseguir tal isenção, alguns requisitos devem ser cumpridos: as cotas devem ser negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado, precisam ter no mínimo 50 cotistas e o investidor não pode captar mais que 10% das cotas. Caso o investidor venda a cota com valorização, ele deverá pagar 20% de IR sobre o ganho líquido, caracterizado como ganho de capital. Para investir nesta modalidade, você precisa ser cliente de uma corretora que negocie este produto.

Algumas das desvantagens do Fundo Imobiliário são a falta de liquidez e oscilação do mercado secundário. Determinados fundos são pouco negociados na Bolsa e, em caso de necessidade de retirar seu dinheiro com urgência, pode existir dificuldade em vender as cotas. Além disso, existe a possibilidade de o inquilino não pagar, ou até mesmo de o imóvel ficar vago por muito tempo.