Diplomacia e estratégia para ajudar financeiramente os filhos

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Segundo estudo de 2011 da fundação americana sem fins lucrativos National Endowment for Financial Education, 60% dos pais ajudam os filhos mesmo depois de formados, muitos à custa de sua própria segurança financeira na aposentadoria. Mas será mesmo recomendável permitir que você fique vulnerável na velhice a fim de auxiliar seu filho adulto?

O fato é que, para apoiar os filhos com a quantia certa e da maneira correta, o fundamental é ter cuidado na comunicação. Calcule a quantia com que você pode contribuir, dentro do razoável, e defina qual é sua filosofia de ajuda aos filhos – explique os sentimentos que estão por trás dela. Confira algumas dicas:

– Ajude sem criar dependência

Ajudar com contas médicas ou contribuir num período de desemprego é uma coisa, mas sustentar um estilo de vida que os filhos não podem custear por si sós é algo totalmente diferente.

– Seja estratégico em questões de habitação

Os pais devem entender que o teto é uma necessidade básica, mas uma casa melhor não é. Dar a entrada de uma casa cujas parcelas os filhos não terão condições de pagar é ilógico, assim como comprar uma casa com eles ou dar a eles sua casa velha (além de trazer consequências de âmbito fiscal, você pode se ver incapaz de tirar sua parte quando precisar dela para se aposentar).

– Incentivos para recompensar comportamentos

Se você quiser incentivar seus filhos a economizar, faça de conta que tem um plano familiar e abra um plano equivalente ao valor que seus filhos pouparem. Ou ajude-os a trabalhar. Você pode custear cursos de formação ou contribuir com o pagamento da escola fundamental ou da faculdade, para que eles possam desenvolver uma carreira num ambiente de economia rígida.

– Simplesmente diga não

Se você não tem condições de ajudar, não ajude. Ofereça, em vez disso, um auxílio não-financeiro: cuidar das crianças, fazer os consertos na casa ou preparar as refeições, para que eles possam trabalhar, ou ensiná-los a fazer consertos de casa ou a cozinhar. Isso é apoio, e é uma boa forma de transferir habilidades de uma geração para a outra.

Mesmo se você tiver condições de ajudar, não exagere. Não deixe que seu filho se torne dependente de você, pois fortunas também acabam e não é sempre que você estará por perto. Atente-se para aquela máxima: mais importante do que dar ao filho o peixe, é ensiná-lo a pescar.

Fonte: Valor Econômico

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Garanta ganhos extras para o fim de ano

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O fim do ano é uma época em que as pessoas gastam mais do que o normal, e são vários os fatores que levam a isso, como gastos com festas e presentes, sem contar as insistentes inserções publicitárias do período, que fazem com que se acredite que é necessário consumir. Por isso, muita gente acaba se endividando e até ficando inadimplente, o que compromete os planos que são o feitos para o novo ano que se aproxima. Então, o que fazer?

O primeiro passo é educar-se financeiramente, aprendendo a respeitar o padrão de vida. Recomendo realizar um diagnóstico da situação financeira, anotando todos os ganhos e gastos por um período de 30 dias, separando as despesas em categorias (alimentação, vestuário, combustível, etc).

O segundo passo é definir os sonhos. Uma pessoa que não tem objetivos claros tem maior dificuldade em guardar dinheiro e, consequentemente, em atingir as metas. Proponho sempre que se tenha, no mínimo, três sonhos: de curto (até um ano), médio (até dez anos) e longo (acima de dez anos) prazos.

Mas, para que o processo dê resultado, os sonhos devem ser priorizados, ou seja, assim que o salário for recebido, é preciso imediatamente separar o valor a ser poupado (de preferência, para os três ao mesmo tempo) e, ao restante, adequar os gastos.

A situação realmente melhora se, em paralelo a tudo isso, a pessoa tentar ganhar um dinheiro extra – o que, nessa época do ano, não é difícil de conseguir. Aos estudantes e desempregados, nesta época, aparecem diversas opções de trabalhos temporários, principalmente em shoppings e comércios que, em geral, ficam superlotados e, por isso, garantem boas comissões.

Outra opção é as pessoas utilizarem alguma qualificação profissional que possuem para trabalhos esporádicos. Os exemplos são muitos, como a pessoa que possui dotes culinários, que pode preparar bolos e tortas para vender.

Enfim, são inúmeras possibilidades de complementar a renda nesse fim de ano, basta ter foco e força de vontade, visando sempre à realização dos sonhos. Mas, reforço que a maior forma de garantir um ganho extra é se reeducando financeiramente.

Na maioria dos casos até 30% dos gastos de uma família são desnecessários, assim, se a pessoa ajustar sua vida financeira, esse dinheiro passará a sobrar mensalmente, garantido a possibilidade de investimentos para os sonhos.  

Fonte: InfoMoney | Por Reinaldo Domingos