LCI: investimento com ótimo retorno em renda fixa

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Quanto mais dedicamos tempo ao estudo da educação financeira, mais percebemos o quanto é importante adotarmos práticas simples de controle e planejamento no dia a dia. Sem controle e sem planejamento, dificilmente veremos o dinheiro ser valorizado ao longo do tempo para a construção de patrimônio.

Entretanto, educação financeira não é só poupar; ela também mostra como é fundamental fazer boas escolhas na hora de investir. Os investimentos realizados de maneira equilibrada e constante podem ser a diferença entre o sucesso e o fracasso na busca pela independência financeira.

Hoje, muita gente se preocupa em conquistar bons resultados no curto prazo e deixa escapar boas oportunidades de aproveitar bons rendimentos por um longo período. Conhecer e ficar atento aos bons investimentos é tarefa fundamental para quem está antenado e sabe exatamente o que quer do futuro.

Um importante investimento é em LCI (Letras de Crédito Imobiliário), títulos privados de renda fixa lastreados em crédito de mercado imobiliário. Produtos com lastro são produtos com garantias e, no caso da LCI, a garantia é física (os próprios imóveis).

As Letras de Crédito são produtos conservadores, de baixo risco, muito procurados pelos investidores, pois reúnem diversas vantagens, tanto financeiras quanto tributárias, como:

  • Isenção de Imposto de Renda;
  • Produtos conservadores atrelados ao CDI;
  • Sem incidência de taxa de administração;
  • Garantidos pelo FGC em até R$ 250 mil por conta.

No Banco Intermedium você encontra as melhores condições para aplicações em LCIs.  Faça uma simulação e descubra como investir em LCI pode ser vantajoso para você!

 

Fonte: Dinheirama

Comprar passagens com antecedência pode gerar economia de até R$ 1.119

Viajar requer planejamento financeiro para arcar com os custos das passagens, hotel e gastos durante os passeios, tanto que um levantamento realizado pela Proteste – Associação de Consumidores revelou que aqueles que compram as passagens com antecedência podem ter uma economia de até R$ 1.119.

A pesquisa avaliou durante seis meses quanto custaria o preço das passagens aéreas para seis destinos, sendo quatro internacionais e dois nacionais, com saída de São Paulo e com data de partida no dia 4 de outubro e retorno no dia 14 do mesmo mês.

No caso de Natal, no Rio Grande do Norte, por exemplo, a variação dos preços dos bilhetes, entre maio e agosto, chegou a 104%. Veja abaixo os valores:

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Fonte: Infomoney | Por Juliana Américo Lourenço da Silva | De São Paulo

Bitcoin: uma nova tendência de investimento

Norueguês investe R$59 em bitcoins e compra apartamento com rendimentos

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As moedas eletrônicas, também conhecidas bitcoins, passaram por uma grande valorização ao longo dos anos. Tanto que o norueguês Kristoffer Koch gastou US$ 27, ou R$ 59 de acordo com a cotação do Banco Central desta quarta-feira (30), em 2009, com o investimento, e agora conseguiu comprar um apartamento com os rendimentos.

De acordo com o site International Business Times, hoje, o montante vale US$ 866 mil (R$ 1,8 milhão), porém, Koch havia se esquecido das suas bitcoins até ler uma matéria sobre a valorização do investimento. Em entrevista, ele disse que nem se lembrava da senha de sua conta.

O rapaz separou em torno de um quinto da sua fortuna para comprar e reformar um apartamento de três quartos em Toyen, uma das áreas mais ricas em Oslo, na Noruega. 

Fonte: InfoMoney | Por: Juliana Américo Lourenço da Silva | De: São Paulo

6 dicas para você finalmente parar de gastar dinheiro à toa

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Seria muito bom se existisse um plano mirabolante para mudar antigos maus hábitos da noite para o dia. Mas, a realidade mostra que para perder 20 quilos, parar de fumar etc. é preciso fazer uma mudança profunda. Ainda que os esforços possam ser enormes, as recompensas podem ser significativas. Assim como ao perder peso, algumas pessoas mudam de trabalho e até de cônjuge, uma mudança na relação com os gastos pode não só trazer benefícios na sua relação com as finanças, mas na sua vida como um todo.

EXAME.com conversou com Fabio Sousa, sócio da consultoria financeira FTN e autor do livro “Como Passar de Devedor a Investidor”, e com a psicóloga Tatiana Filomensky, coordenadora do atendimento de pacientes com Compras Compulsivas do Ambulatório dos Transtornos do Impulso (AMITI) do Instituto de Psiquiatria da USP para selecionar algumas dicas de como gastar menos e ter uma vida financeira mais saudável. Veja a seguir:

1. Entenda por que você está gastando mais do que deve

O consumo excessivo muitas vezes está ligado a fatores emocionais. Por isso, refletir sobre os motivos que o levam a gastar sem limites pode ser um bom começo para solucionar o problema. “Para gastar menos é preciso identificar o que está te fazendo consumir desse jeito. Muitas pessoas se permitem gastar mais do que podem porque estão em um momento frágil ou porque encaram o consumo como uma busca de prazer e como uma forma de se sentir melhor em determinado meio”, afirma Tatiana Filomensky.

Ao entender que você compra quando considera que seu dia foi muito difícil no trabalho, por exemplo, é possível refletir e se dar conta de que sua receita não aumenta na mesma proporção dos gastos para cada dia difícil que você tem. Portanto, gastar mais por isso não faz sentido. Ou você pode perceber que o problema está na sua insatisfação com o trabalho e que resolver isso será mais eficaz do que cortar seus cartões de crédito.

2. Anote todos os seus gastos, sem exceção

“Aquilo que não se pode medir, não se pode melhorar”. A frase do físico irlandês William Thomson resume a importância de colocar todos os gastos no papel.

Conforme Fabio Sousa explica, ao anotar até os cafezinhos é possível entender exatamente qual é o destino do seu dinheiro e então fazer melhores escolhas sobre como gastá-lo, evitando o consumo desnecessário. “Ao perguntar a uma pessoa tudo que ela gasta por mês, a primeira impressão é que deveria sobrar dinheiro, mas não sobra porque muitos gastos fogem da nossa cabeça”, diz.

Para facilitar esse controle, Sousa sugere o uso de uma planilha que inclua não só os gastos, como todo o seu planejamento financeiro. No site da FTN, na página sobre seu livro, ele disponibiliza para download um modelo de planilha gratuita.

3. Contabilize gastos parcelados como uma única parcela

Sousa também sugere que, na planilha de gastos, mesmo as compras parceladas sejam contabilizadas como uma compra à vista. Por exemplo, a compra de uma televisão de 1.000 reais, parcelada em 10 vezes de 100 reais, seria registrada na planilha do mês em que a compra foi feita como um gasto de 1.000 reais. Ao reservar em um mês 1.000 reais restariam no mês seguinte 900 reais, no outro 800 reais e assim por diante.

Caso não seja possível reservar todo o valor naquele mês, é um sinal de que a compra deve ser postergada. E caso a compra seja extremamente necessária, mas não haja dinheiro para pagá-la de uma vez, então a sugestão de Sousa é anotar na planilha o gasto todo, registrando que ele deixou seu controle negativo, para que no mês seguinte outros gastos sejam cortados e a situação volte a ficar positiva. “Se o pagamento à vista não oferecer desconto, a vantagem desse procedimento é permitir que aqueles 900 reais reservados cubram uma eventual entrada no cheque especial no mês seguinte. O dinheiro vai estar lá como um colchão financeiro”, diz.

4. Entenda que ao evitar um gasto agora, você pode ganhar muito depois

Evitar gastos por evitar pode ser muito mais difícil do que cortar os gastos para atingir um objetivo. “A pessoa precisa basicamente pensar se ela quer mais o prazer imediato ou a tranquilidade a médio e longo prazo. Assim, ela consegue aprender a administrar vontades e evitar o consumo que não faz sentido”, afirma Fabio Sousa. “Quando falamos de investimentos, não estamos fazendo nada mais do que falar sobre deixar de comprar agora o que não é tão importante para comprar coisa melhor no futuro”, completa.

5. Não compre nada imediatamente

Outra maneira de contornar o ímpeto de consumir, segundo Sousa, é não fazer a compra imediatamente. “Quando a pessoa sente vontade de comprar algo que não estava planejado, ela não deve fazer a compra naquele momento. Ela deve dar uma volta e pesquisar mais preços em outros lugares, ou esperar alguns dias. Dessa forma, ou ela cai em si e vê que não quer realmente comprar aquilo, ou ela pode encontrar um preço menor”, diz o sócio da FTN.

Ele acrescenta que os vendedores costumam ser treinados para atender os clientes prontamente, justamente para que eles façam a compra por impulso, sem que tenham tempo de pensar duas vezes.

Tatiana Filomenski também acredita que evitar fazer a compra imediatamente pode ajudar a frear os gastos e sugere que seja feita a seguinte reflexão: “Antes de consumir, é preciso fazer algumas perguntas. A primeira é: eu preciso? Se a resposta for sim, a segunda pergunta é: eu posso? E se a resposta for sim, a terceira pergunta é: eu consigo esperar um pouco?”, afirma.

6. Poupe parte do seu dinheiro no início do mês

Muitas pessoas que gostariam de iniciar uma poupança deixam pra fazer isso com no final do mês, mas no meio do caminho acabam gastando o dinheiro que seria investido. Por isso, reservar uma parte do seu dinheiro para os investimentos logo que o salário cai na conta é uma boa maneira de juntar o útil ao agradável: além de formar uma poupança, você não corre o risco de gastar o dinheiro que está sobrando na conta com o que não é necessário.

Fonte: Exame | Por Priscila Yazbek | De São Paulo

Dinheiro no Exterior

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Viajar para o exterior, curtir férias em família, fazer compras, viajar para uma lua de mel. Os brasileiros estão, cada vez mais, experimentando novos destinos turísticos internacionais. No balanço geral de 2012, os brasileiros deixaram US$ 22,2 bilhões fora do país, novo recorde na série histórica iniciada em 1947. Em 2011, os gastos dos brasileiros somaram US$ 21,2 bilhões.

Para realizar uma viagem para o exterior é preciso muito planejamento, um roteiro, e claro, uma boa reserva financeira. Para tanto, traçamos algumas dicas de como utilizar melhor o seu dinheiro fora do país, de acordo com seu perfil e necessidade. Primeiramente, é bom lembrar que todo viajante entrando ou saindo do Brasil, com recursos em espécie, cheques ou cheques de viagem, em moeda nacional ou estrangeira, em montante de até R$ 10.000,00, não precisa fazer nenhum tipo de declaração. No entanto, caso o valor seja superior a R$ 10.000,00, o viajante é obrigado a apresentar a Declaração Eletrônica de Porte de Valores (e-DPV). (Para mais informações acesse o site da Receita Federal).

Dinheiro Vivo

Geralmente, levar todo o seu dinheiro em espécie (dinheiro vivo) é mais arriscado, já que há riscos de perda ou roubo. O mais interessante é sempre ter mais de uma opção de acesso ao seu dinheiro, como, por exemplo, carregar junto com o dinheiro vivo um cartão de crédito, de débito ou um cartão Visa Travel Money (VTM).

Prós: Caso seu cartão de crédito ou débito não funcione, um pouco de dinheiro vivo é fundamental. Com dinheiro vivo no bolso você não precisa se preocupar em retirar dinheiro de caixas automáticos.

Contras: Segurança. Caso você perca ou tenha uma grande quantidade do seu dinheiro roubado, seu sonho de viagem pode se tornar uma grande dor de cabeça.

Cartão de Crédito Internacional

O Cartão de Crédito é uma opção para pagamento quase indispensável. Quando se trata de compras no exterior, acaba se tornando uma opção mais cara em decorrência da cobrança de IOF (6,38%), além da cotação da moeda poder sofrer fortes oscilações na data da fatura (qualquer desvalorização significativa da moeda nacional irá resultar num débito muito maior que o esperado). Mesmo assim, é fundamental que se tenha um em casos emergenciais.

Prós: São aceitos na maioria dos estabelecimentos do mundo. Para quem visa arrecadar pontos no programa de Milhagem, pode ser uma boa opção nas compras.

Contras: A desvalorização da moeda nacional, ou a valorização da moeda estrangeira pode render surpresas na fatura do Cartão de Crédito. A cobrança do IOF em 6,38% é bastante significativa, por isso deve ser tratada com atenção.

Cartão de Débito

Uma modalidade que cada vez ganha mais adeptos é a utilização do cartão bancário comum (o de débito) em agências do exterior ou nos chamados caixas ATM. Assim, o Cartão de Débito pode ser uma boa opção para quem viaja. Além da praticidade, costuma ser uma saída mais atrativa, com taxas de câmbio melhores que as dos cartões de crédito e casas de câmbio. Há ainda a vantagem de se conseguir exatamente a moeda local. As taxas e procedimentos variam de banco para banco.

Estes cartões também podem ser utilizados para pagar as compras em muitos países. Usando essa opção você terá uma cotação muito boa, o IOF é 0,38% e evitará os US$2,5 cobrados por cada saque com o cartão de débito. Isso sem falar que, a pessoa não “corre o risco” de voltar com dólares para casa.

Prós: A conveniência de usar o mesmo cartão de débito do Brasil da mesma forma no exterior. A segurança também deve ser levada em conta. A cotação do dólar se aproxima mais do dólar comercial e o IOF é de apenas 0,38%.

Contras: O funcionamento do cartão de débito do Brasil no exterior ainda não é perfeito e é sempre bom possuir uma outra opção de pagamento.

Cartão de Débito Recarregável – Visa TravelMoney (VTM)

O “Visa TravelMoney” funciona como um cartão de débito nacional, mas que pode ser usado da mesma maneira no exterior. Ele é aceito em qualquer lugar que aceite cartão Visa ou Visa Plus e na maioria dos caixas automáticos do mundo. Com ele você pode retirar dinheiro a qualquer hora e em qualquer lugar do mundo. O cartão tem uma taxa de U$ 2,5 dólares, ou € 2,5 euros para cada saque dependendo do país, porém, quando usado como cartão de débito nenhuma taxa extra é cobrada. O cartão também oferece um telefone 24 horas em português, em caso de emergências, e, diferente do cartão de crédito, a conversão da moeda é feita na hora do saque ou uso. Outras duas boas vantagens do cartão é que ele pode ser recarregado, e caso você tenha gasto mais que o esperado, você pode recarregar o cartão à distância ou pedir para alguém recarregar ele para você do Brasil.

Prós: Aceito em qualquer estabelecimento ou caixa automático que trabalhe com Visa. A Conversão de moeda é feita na hora em que for usado. Pode ser recarregado sem custos quantas vezes for preciso (mesmo se estiver no exterior).

Contras: A cotação deixa a desejar, já que é a mesma usada para a compra de moeda estrangeira no Brasil. Em alguma raríssima exceção o cartão pode não funcionar, por isso é importante ter alguma outra maneira de acessar seu dinheiro para ter uma viagem tranquila.

Traveller Checks

Comuns em países como Estados Unidos, os cheques de viagem (traveller checks) estão perdendo espaço para os cartões pré-pagos (VTM), mas ainda são uma das formas mais seguras de se levar dinheiro ao exterior, já que contam com garantia de reembolso no caso de roubo ou perda e a possibilidade de troca sem comissões ou taxas. Funcionam como um cheque comum, que pode ser trocado por dinheiro em espécie ou usado para pagamentos em hotéis, empresas de serviço e comércio no mundo todo. A principal desvantagem é que a cotação é a mesma usada para a compra de moeda estrangeira no Brasil, que torna a opção cara.

Prós: Em caso de perda ou de roubo dos cheques você ainda consegue retirar o dinheiro através de um número de série. Caso você volte para o Brasil com Travel Cheques que não foram usados, você pode facilmente trocar eles por dinheiro no Brasil.

Contras: O custo é relativamente alto, já que a cotação é a mesma usada para a compra de moeda estrangeira no Brasil. Em alguns países e cidades os cheques não são amplamente aceitos e você pode ter problemas para trocá-los. Dependendo do estabelecimento, uma alta comissão pode ser cobrada para trocar seu cheque por dinheiro.

Abrir Conta Bancária no Exterior

Para os residentes em países estrangeiros, ou até mesmo para aqueles que viajam inúmeras vezes para o exterior, há ainda uma excelente opção para pagamento das despesas da viagem: a abertura de conta corrente no exterior. Para abrir conta em um Banco nos Estados Unidos, por exemplo, basta levar o passaporte e um comprovante de residência (alguns bancos podem solicitar o Social Security Card). Com a conta corrente, o usuário pode sacar a moeda na cotação do dólar comercial, ou ainda utilizar a opção “débito” do cartão na mesma cotação, sem nenhuma tarifação de IOF.

Prós: Com a conta corrente, a pessoa fica isenta das cobranças de IOF e ainda consegue moeda local na cotação do dólar comercial. É, sem dúvida, a melhor opção para quem viaja muito para os Estados Unidos, por exemplo.

Contras: Requer tempo e disposição para a abertura de conta e, caso necessário, seu encerramento.

Fonte: 1ª Edição do Internews, o informativo eletrônico do Banco Intermedium.

Quer ficar rico investindo? 3 especialistas listam dicas valiosas

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Ficar rico investindo e viver apenas de renda é o sonho de muitas pessoas, mas está longe de ser uma tarefa fácil. É preciso de muita disciplina, estratégia, bastante estudo e até um pouco de sorte.

Para deixar você mais perto de conquistar esse sonho, conversamos com alguns especialistas que listaram 9 dicas que podem ajudá-lo a se tornar um milionário que vive só de renda, sem precisar mais trabalhar para pagar suas contas, comprar coisas e fazer viagens, por exemplo.

1 – Diversifique muito (e corretamente) seus investimentos

A renda tem que vir de várias fontes para conseguir viver só dela. Um erro que as pessoas cometem é o de colocar o dinheiro em um fundo ou no CDB e achar que está garantido, pois não está. A coisa mais importante é diversificar seus investimentos, porque ao longo do tempo eventuais perdas ou ganhos baixos podem ser compensados por outras aplicações. A renda tem que vir de todos os lados: aluguéis, títulos, dividendos. Você pode ganhar através de juros, assim como você também pode ganhar através de valorização do ativo. Imóveis e ações de dividendos são um exemplo: além de poder ganhar com a valorização do ativo no mercado, você; tem uma renda periódica com o aluguel ou com os proventos pagos pela empresa. Eliana Bussinger, consultora financeira.

2 – Vigie de perto seus investimentos

A vigilância permanente dos seus investimentos é um ponto muito importante. Não deixe quem está administrando seu dinheiro agir por conta própria, sempre acompanhe de perto, se não tudo pode desaparecer. Um exemplo é o do caso Madoff e seu esquema de pirâmide. Muita gente se deu mal. Eliana Bussinger.

3 – Entenda a diferença entre independência financeira e liberdade financeira

É muito importante entender essa diferença. Independência financeira é quando você consegue ter uma vida confortável e viver de renda, mas precisa ficar vigilante para um dia o dinheiro não acabar. Já a liberdade financeira é quando a pessoa não precisa mais se preocupar com nada, pode comprar o que quiser, viajar para onde quiser e quando quiser. É quando a pessoa chega a uma situação na qual o dinheiro dela não vai mais acabar. Esses casos são raríssimos. Hoje, no Brasil, apenas 2% dos idosos são independentes financeiramente falando, ou seja, que conseguem viver da aposentadoria. Eliana Bussinger, consultora financeira.

4 – Administre os seus recursos como se fosse uma empresa

É importante demais fazer isso, mas sua “empresa”, no caso, tem que ser tomadora de recursos, ou seja, superavitária. Tente controlar a despesa para que sobre, no mínimo, 10% do lucro total – o ideal é 30% e, quanto mais, melhor. Sérgio Quintella, diretor da Valore Investimentos Personalizados.

5 – Quite todos os empréstimos

É muito importante acabar com tudo, até mesmo com financiamentos. Mesmo se for um financiamento de automóvel, por exemplo, com uma taxa reduzida, elimine-o. Pode dar a impressão de que é mais importante ter o dinheiro guardado e pagar o carro mês a mês do que ter o carro quitado, mas isso não é verdade, pois comprar à vista e fugir do juros sempre é a melhor opção. Sem falar que comprando à vista sempre se consegue desconto. Então a pessoa tem que caminhar para zerar as dívidas. Sérgio Quintella.

6 – Comece o quanto antes

A pessoa tem que entender que R$ 100 investidos hoje é muito diferente do que R$ 300 investidos daqui 10 anos. Cada dinheiro é uma arvore que vai crescer, ou seja, se você plantar hoje vai estar maior daqui ha 10 anos do que se tivesse plantado daqui cinco anos. Invista sempre e comece o quanto antes for possível. Sérgio Quintella.

7 – Entenda os perfis de risco de cada investidor

Entender o seu perfil de risco e levar em consideração de que a aplicação visa o longo prazo é muito importante. Se uma pessoa sabe que vai alocar uma parte da carteira em ações, tem que estar ciente que haverá oscilação, inclusive para baixo, ao longo do caminho. O próximo passo então seria criar uma estratégia de alocação de ativos. Suponha que o perfil de risco é condizente com 50% em renda fixa e 50% em renda variável. Se após algum tempo um cair e outro subir, ela deve sempre igualar novamente. Por exemplo, após um tempo os 50% em renda fixa viram 70% e os 50% em renda variável viram 30%, ela vai ter que rever essa carteira para comprar mais ações até ficar 50%/50% novamente. Sérgio Quintella.

8 – Guarde dinheiro para uma emergência

Deixe sempre um pouco de dinheiro líquido para uma emergência. Quem está começando a entrar nesse planejamento de independência financeira tem que fazer um cálculo para saber quanto guardar de dinheiro, pois isso depende de pessoa para pessoa. O certo é guardar cerca de seis meses de salário em um investimento que seja líquido, como poupança, CDB ou fundo de renda fixa que tenha liquidez boa e esteja pagando bem. Hoje temos alguns fundos melhores que a poupança e com liquidez D+1. É importante ter isso para o caso de ter uma emergência, como perder o emprego, por exemplo. Seis meses é o tempo médio para se recolocar no mercado. É importante, como dica, sempre ter um dinheiro na mão para não ter que dar passos para trás se necessário. Sérgio Quintella.

9 – O tripé que deve sustentar seu objetivo é: tempo, rentabilidade e montante

Para ficar rico você tem que pensar em três coisas básicas: tempo, rentabilidade e na quantia depositada por mês. Abrir mão de consumir hoje para consumir no futuro é um problema psicológico – as pessoas não conseguem esperar pra ter alguma coisa e por isso se endividam para pagá-la. É importante usar o tempo a seu favor, e não contra você.

A segunda coisa são os investimentos e sua rentabilidade. Precisa de informação, mas é a variável que está menos em nossas mãos. Para administrar o tempo é preciso disciplina. Já em relação aos investimentos é importante estudar, mas quando vou para investimentos com mais riscos, como a bolsa de valores, eu assumo riscos, então foge um pouco do seu controle.

Outro ponto é o montante aplicado todos os meses. As pessoas ficam preocupadas em investir bem, mas não guardam tanto quanto deveriam. Se você investir bem e arriscar, pode conseguir uma rentabilidade de 1% ao mês. Investindo R$ 200 todos os meses, por exemplo, você vai acumular menos do que aquele que conseguir juntar todos os meses R$ 400 com uma rentabilidade bem menor, de 0,5%, por exemplo.

Gaste menos do que você ganha e controle os gastos. Pouca gente fala em quanto guardar. O montante aplicado deve ser constante. Se você for muito conservador e investir só em renda fixa, mas a quantia guardada por mês for grande, você consegue a independência financeira. Mas R$ 200 por mês, em 30 anos, não aposentam ninguém, pois com as taxas que os bancos cobram e a tributação, você vai ter uma rentabilidade muito baixa. Por isso eu considero mais importante o montante, depois o tempo e, por último, a rentabilidade. Elisson de Andrade, educador financeiro.

Fonte: Infomoney | De São Paulo | Por Arthur Ordones

No dilema entre poupar e viver a vida, escolha os dois

Especialistas ensinam que segredo para ter bem-estar e equilíbrio financeiro é ter organização e disciplina

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Em diferentes fases da vida, o dilema entre poupar pensando no futuro ou gastar e aproveitar o presente perturba o sono de muita gente. Muitas vezes, a opção por fazer refeições fora de casa ou viagens sem o devido planejamento parecem escolhas inofensivas, mas podem prejudicar, sim, o acúmulo de patrimônio e o bem-estar na época da aposentadoria. A chave, segundo os especialistas, para curtir sem comprometer a poupança está em organizar as finanças, descobrir para onde vai cada gasto e, assim, fazer escolhas mais inteligentes.

O educador financeiro e fundador da Academia do Dinheiro, Mauro Calil, defende que guardar dinheiro ou viver a vida é, na verdade, um falso dilema. Para ele, não apenas é possível fazer tudo ao mesmo tempo, como se pode consumir mais gastando menos. Com organização e conhecimento, é possível dominar o dinheiro, ter a economia que se deseja e conquistar um padrão de vida mais elevado, diz. Para isso, no livro “Separando uma verba para ser feliz”, Calil propõe um método chamado “Fast” para multiplicar as economias. A sigla une as iniciais dos verbos fazer, antever, salvar e turbinar. Fazer representa fazer dinheiro, ter uma renda. Antever é planejar-se, avaliar que destino dar a cada centavo gasto. Salvar, para o especialista, por carregar os significados de um “ato nobre” e de senso de urgência, seria separar parte da renda para construir um patrimônio e ser feliz, fugindo dos maus gastos. Turbinar é usar aplicações financeiras para aumentar seu rendimento.

“É preciso ter um mínimo de controle e combater o consumo tolo para destinar seu dinheiro a algo mais nobre. Claro que a avaliação do que é essencial ou não varia de pessoa para pessoa. Mas é preciso pensar grande. Se ir ao salão de beleza ou tomar um cafezinho são as recompensas por suas conquistas, é preciso avaliar se você não está conquistando pouco”, diz.

Além disso, curtir a vida intensamente no longo prazo sem ter uma poupança é privilégio de poucos. O sócio-diretor da XP Seguros Mateus Schaumloffel lembra que todos têm uma curva de acumulação de capital e, sem guardar enquanto se gera renda, não há mágica: o dinheiro vai faltar.

Pode-se viver primeiros anos muito felizes, mas os outros não serão. O governo oferece a aposentadoria apenas para garantir a sobrevivência. Quem quer manter o padrão de consumo no longo prazo precisa de alternativas.

Segundo o especialista, a forma de poupar hoje e garantir o futuro que melhor atende à maioria das pessoas é a previdência complementar. Mas quem se interessa por investimentos pode diversificar suas aplicações. Seu conselho é que no mínimo 10% da renda líquida do indivíduo vá para uma reserva financeira. Uma boa margem seriam 20% e uma excelente, 30%. Essa escolha dependerá, porém, do tempo de acumulação de cada um.

O economista Leonardo Rodrigues, de 25 anos, hoje já supera o patamar apontado pelo especialista como ideal. Ele consegue poupar 50% de sua renda líquida. A disciplina e a força de vontade ele diz que conquistou naturalmente. Leonardo ainda mora na casa dos pais e, desde os 18 anos, quando começou a estagiar, lança todos os seus gastos numa planilha no computador. No arquivo, separa dados de seus investimentos de curto e longo prazo e divide as despesas por categorias, como roupas, viagens ou carro. Há até uma conta chamada liberdade para as pequenas extravagâncias mensais. O poupador nato garante que não deixa de fazer viagens ou sair com os amigos por conta disso.

“Só gasto quando a planilha permite”, reconhece Leonardo.

Orçamento doméstico é primeiro passo

Uma planilha de orçamento doméstico é ferramenta essencial para quem começa a se planejar, ensina Mauro Calil. O professor de Macroeconomia da Fundação Instituto de Pesquisas Contáveis, Financeiras e Atuariais (Fipecafi) e consultor financeiro Silvio Paixão vai além: defende que as pessoas deveriam separar a renda em três grupos: qualidade de vida (no qual entram gastos com moradia, alimentação e o que mais for necessário para viver adequadamente), diversão e reserva financeira. Dentro da reserva financeira, propõe a criação de três caixas: uma de emergência, outra para sonhos e realizações e outra para guardar dinheiro para a aposentadoria.

“Não dá para viver poupando para o dia de se aposentar. Nem sair gastando. As pessoas têm de fazer escolhas para ter uma vida que tenha prazer, mas que não traga desespero quando o dinheiro faltar”, pondera.

Entre essas escolhas, os especialistas destacam que é possível optar por uma forma de lazer mais em conta ou uma viagem mais barata do que a pretendida como forma de equilibrar bem-estar e a garantia de um futuro tranquilo.

“Lazer é um gasto necessário. Sem ele, a gente morre louco”, afirma Calil.

Para ter o melhor dos mundos, ou seja, poupar e curtir a vida, o economista e autor do livro “Tranquilidade Financeira – Saiba como investir no seu futuro”, Humberto Veiga, defende que é preciso estimar de quanto se vai precisar no futuro, com base em um orçamento simples, e verificar se a renda de hoje é suficiente para prover o padrão de vida planejado. Nesse montante, entram previdência pública, aluguel de imóveis e outras fontes de renda que não dependam do trabalho futuro.

“Não adianta fazer uma superpoupança, que somente servirá para que outros usufruam, nem uma que seja inútil”, resume Veiga.

A reserva financeira ideal, dizem os especialistas, deve ser construída com disciplina e regularidade. Assim, mesmo nos momentos de maior aperto financeiro — durante a compra da casa ou após a chegada de um filho, por exemplo — é possível poupar. Não é o planejamento que deve mudar nessa fase, ensina Veiga; ao contrário, a atitude poupadora deve ser mantida.

A própria palavra planejamento pressupõe a “visualização” desses diferentes momentos e a previsão de um comportamento diferente em cada um deles. Quando se planeja, ainda que aconteça tudo diferente do que imaginou, há mais tranquilidade, porque você acaba fazendo algumas conjecturas e se prepara melhor para as adversidades.

O especialista lembra, no entanto, que uma reflexão mais profunda, sobre que gastos seriam realmente necessários na vida de cada um, é indispensável:

Vivemos numa sociedade de consumo em que tudo é direcionado para que tenhamos que trabalhar e consumir, inclusive no lazer. A crise financeira na qual o mundo se encontra deriva exclusivamente disso. Criam a necessidade de comprar e consumir cada vez mais e com a utilização de crédito. Se você consegue sair dessa que foi chamada a “corrida dos ratos” (uma referência àquela rodinha que ficam nas gaiolas para os hamsters correrem sem sair do lugar), na qual você trabalha e consome e trabalha mais para consumir mais, está a um passo de resolver seus problemas financeiros.

Fonte: O Globo Economia | Por Renata Cabral | De Rio de Janeiro