Letras de Crédito Imobiliário X Fundo de Investimento Imobiliário

Imagem Existem várias opções de investimento no mercado financeiro. Na hora de escolher em qual aplicar seu capital, é necessário compreender as características de cada um, bem como suas vantagens e rentabilidade. Conheça duas modalidades de investimento, as Letras de Crédito Imobiliário e os Fundos Imobiliários:

As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) são papeis de renda fixa lastreados em créditos imobiliários, garantidos por hipotecas ou por alienação fiduciária de um bem imóvel. Ou seja, as instituições financeiras usam parte das carteiras de créditos imobiliários como lastro para uma aplicação financeira. Assim, os recursos aplicados são direcionados para financiamentos habitacionais. Os tomadores de crédito deste produto têm direito de crédito pelo valor nominal, juros e atualização monetária.

As LCIs são atrativas por serem isentas de imposto de renda para pessoas físicas. Além disso, o produto é sem tarifas, taxas de administração ou performance. No caso das pessoas jurídicas, a tributação é igual a de renda fixa, começando com alíquotas de 22,5% para aplicações de até 180 dias, até 15% para prazos superiores a 720 dias.

Os investimentos em LCIs são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$250 mil por conta, o que dá ao investidor mais segurança e, consequentemente, torna o produto menos volátil.

Já os Fundos de Investimentos Imobiliários são fundos em que o patrimônio é aplicado na compra de imóveis para aluguel. Ao adquirir cotas de um fundo imobiliário, o investidor participa de todos os empreendimentos na carteira desse fundo. A modalidade de investimento é aplicada sobre negócios imobiliários como shoppings, hospitais ou edifícios comerciais. O retorno do capital investido advém da distribuição de resultados do fundo ou pela venda das suas cotas.

O investimento no fundo pode ser realizado por qualquer pessoa, sendo que o valor mínimo depende do Fundo Imobiliário escolhido. Além disso, o rendimento varia de um fundo para outro. Se a pessoa física é cotista, é isenta de imposto de renda sobre os rendimentos distribuídos. Mas, para conseguir tal isenção, alguns requisitos devem ser cumpridos: as cotas devem ser negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado, precisam ter no mínimo 50 cotistas e o investidor não pode captar mais que 10% das cotas. Caso o investidor venda a cota com valorização, ele deverá pagar 20% de IR sobre o ganho líquido, caracterizado como ganho de capital. Para investir nesta modalidade, você precisa ser cliente de uma corretora que negocie este produto.

Algumas das desvantagens do Fundo Imobiliário são a falta de liquidez e oscilação do mercado secundário. Determinados fundos são pouco negociados na Bolsa e, em caso de necessidade de retirar seu dinheiro com urgência, pode existir dificuldade em vender as cotas. Além disso, existe a possibilidade de o inquilino não pagar, ou até mesmo de o imóvel ficar vago por muito tempo.

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