Brasileiro poupa metade do que precisa para se aposentar

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Um estudo feito pela HSBC mostra que o brasileiro espera viver 23 anos depois de se aposentar, mas poupa o suficiente para que as economias durem apenas 12 anos depois de encerrado o período de trabalho. O estudo “O Futuro da Aposentadoria: Uma nova realidade” consultou mais de mil pessoas de 25 anos ou mais, durante os meses de julho e agosto de 2012. No total, cerca de 15 mil foram entrevistados em países como Austrália, Canadá, China, Egito, França, Hong Kong, Índia, Malásia, México, Cingapura, Taiwan, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos.

“Há um intervalo a partir do qual a pessoa fica com receio: espera que ainda esteja viva mas não tem segurança de que seu dinheiro vai durar nesta segunda fase. É um alerta muito interessante”, diz o superintendente-executivo de Gestão de Patrimônio do HSBC Bank Brasil, Gilberto Poso. O resultado brasileiro é pior do que a média mundial, na qual os entrevistados esperam viver 18 anos depois de se aposentarem, mas suas economias devem durar dez anos. “Se elas gastarem o que pretendem, não vão ter dinheiro para viver até o fim da vida”, afirmou Poso.

Os brasileiros ouvidos para a pesquisa acreditam que 31% dos rendimentos de sua aposentadoria virão do Estado. O dado também é superior ao resultado global, segundo o qual as pessoas esperam que 24% da renda seja proveniente de benefícios sociais. “Isso é preocupante porque, à medida que tivermos no Brasil uma mudança demográfica, a previdência oficial vai claramente ter mais dificuldades. Teremos menos gente na ativa e mais pessoas usufruindo por mais tempo”, alertou.

Para 37% dos brasileiros, a contribuição do Estado será uma fonte importante de renda na aposentadoria. A alta expectativa com relação à previdência é preocupante também pelo fato de que os brasileiros esperam que a aposentadoria substitua aproximadamente 70% do rendimento que têm em seu trabalho. “Por outro lado o que é interessante e positivo é que essa parcela de 31% dos que pensam que os rendimentos virão do Estado é puxada pelas pessoas mais velhas, acima de 45 anos. Aqueles que estão entrando no mercado de trabalho já têm uma perspectiva diferente em relação à previdência social”, disse Poso.

Atualmente, 19% dos brasileiros não fazem nenhuma preparação para sua aposentadoria e 41% consideram que fazem de forma inadequada. Os brasileiros creditam ao alto custo de vida o fato de não pouparem especificamente para a aposentadoria. Para 42%, todo o dinheiro é gasto no custo de vida diário. “Temos uma parcela significativa de brasileiros que não são poupadores regulares e muitas pessoas que reconhecem que não estão bem preparados”, comenta o executivo.

Fonte: Época Negócios | Por Estadão Conteúdo 

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