Juros do cheque especial sobem 9,3%. Mas ainda há Esperança!

A taxa de juros média do cheque especial nos seis maiores bancos subiu 9,3% desde o ano passado, de acordo com o Banco Central do Brasil. Entre maio de 2010 e o mesmo mês de 2011, a média das taxas passou de 8,04% para 8,86% ao mês. Só nos últimos 6 meses, o aumento foi de 6%.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa média de juros para pessoa física em abril bateu o recorde que havia sido registrado em janeiro, passando de 6,78% ao mês em março para 6,81% em abril. Esse porcentual representa uma taxa de juros anual de 120,47%.

A Anefac afirma que o aumento atingiu modalidades de crediário comercial, cheque especial e empréstimo pessoal. As taxas para o rotativo do cartão de crédito e crédito direto ao consumidor (CDC) se mantiveram estáveis, e a taxa cobrada de financeiras para empréstimo pessoal caíram. Segundo a entidade, no cheque especial, a taxa média de juro em abril foi de 7,97%, a maior desde novembro de 2008, quando chegou a 8,02% ao mês.

Para o economista Antonio Agenor Denardi, do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o uso de crédito nas modalidades cheque especial e cartão de crédito rotativo é “proibitivo” e só deveria ser uma opção em ocasiões inesperadas, como acidentes ou problemas de saúde.

“O uso desse recurso é uma maneira chique de se morrer pobre”, alerta. Ele compara as taxas pagas pelo consumidor ao rendimento da poupança. “A pessoa paga em único mês o que não consegue ter de remuneração em 1 ano.”

Adeus dívida

Dívidas bancárias, juntamente com pendências no cartão de crédito, financeiras e lojas de crediário representam 87% das dívidas dos brasileiros, aponta o Serasa Experian. Em abril, o índice de inadimplência aumentou 17,3% em relação a abril de 2010.

Com taxas de juros cada vez maiores, as dívidas se comportam como bolas de neve, crescendo a uma taxa cada vez mais acelerada. “Não faz sentido ficar pagando essa taxa. A pessoa precisa tomar uma atitude e resolver o problema”, afirma Denardi.

Ele aponta que o primeiro passo para deixar esse ciclo vicioso é o planejamento. “Primeiramente é preciso reunir a família e decidir o que pode ser cortado de custo no orçamento”.

O segundo passo é a venda de algum bem. “A pessoa deve se desfazer de algum bem que não esteja gerando renda, como uma veículo ou um terreno”, explica.

Se mesmo assim não for possível saldar a dívida, o economista afirma que é possível mudar o perfil dela. Ao invés de pagar os altos juros do cheque especial ou cartão de crédito, é possível consultar o banco sobre a possibilidade de um empréstimo pessoal com taxa de juros menor.


“A antecipação da restituição do Imposto de Renda é uma opção, pois tem uma das menores taxas de juros do mercado”, aconselha Denardi. “De toda forma, a pessoa não deve trocar se a taxa for maior que 4% ao mês”, completa.

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