Mais famílias acreditam que não vão conseguir pagar dívidas

A preocupação com o futuro do país, as dificuldades para honrar dívidas e a menor segurança sobre o emprego diminuíram a confiança das famílias sobre a economia, segundo uma pesquisa divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). A redução foi de 2,8%. O Índice de Expectativa das Famílias (IEF) ficou em 65,3 pontos, em fevereiro, apresentando uma queda em relação a janeiro, quando foi de 67,2 pontos. Valores acima de 60 são considerados “otimismo”.

Dois pontos puxaram o índice para baixo. A expectativa de capacidade de pagamento de contas atrasadas piorou. Em janeiro, 19,2% das famílias acreditavam que pagariam totalmente as dívidas. Em fevereiro, este percentual estava em 15,4%. Também piorou a expectativa para a economia nos próximos 12 meses: o percentual de chefes de família que consideram que em um ano a situação do país estará melhor caiu de 64% em janeiro para 61,8% em fevereiro.

Em janeiro, 58,2% das famílias achava que era um bom momento para comprar bens duráveis, contra 55,2% em fevereiro. E caiu de 79,6% para 77,8% o percentual de chefes de família que se sentem seguros sobre o emprego.

— Ainda é cedo para sabermos se houve uma acomodação ou se é uma tendência de queda do otimismo. Temos que esperar os próximos meses para ver o comportamento do índice — disse Marcio Pochmann, presidente do Ipea, segundo o qual parte da queda do otimismo pode ter sido causada pelo aumento dos juros, o corte do orçamento federal e a correção do salário mínimo sem ganho real.

Veja dicas para se livrar das dívidas:

Saia dos Juros altos e aumente sua qualidade de vida

Orçamento

A primeira medida para pagar dívidas ou não ficar com o nome sujo na praça é organizar o orçamento doméstico, colocando rendimentos e despesas na ponta do lápis.

Empréstimo

Quem tem dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial pode fazer um empréstimo consignado para pagar, já que os juros do crédito com desconto no contracheque são inferiores aos de outros débitos.

Dinheiro extra

Qualquer dinheiro extra que entre no orçamento, como a antecipação de metade do 13º salário ou a gratificação das férias, deve ser usado para pagar dívidas já existentes.

Compras à vista

Vale a pena dar preferência por compras à vista. Dessa forma, o consumidor evita criar uma nova dívida. Quem está endividado deve fugir ao máximo de parcelamentos.

Renegociação

Tente renegociar as dívidas para pagar juros menores. Mas é preciso reajustá-la em termos que possam ser cumpridos, para que o devedor tenha condições de pagar. Caso contrário, o débito vai continuar crescendo.

 

Fonte: Extra.globo.com

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