Brasil fechou com crescimento de 7,8% no PIB

A atividade econômica do País registrou uma alta acima da prevista pelo mercado financeiro (7,6%) ao crescer pelo sétimo mês consecutivo em dezembro de 2010 e acumular crescimento 7,8% no ano, segundo números divulgados pelo Banco Central no Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br). O indicador é uma prévia do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) que será divulgado em março deste ano e ajuda a autoridade monetária na definição da taxa básica de juros (Selic).

Para o professor da ESPM, José Eduardo Amato Balian, o crescimento confirma uma tendência de que, no ano passado, a economia teve um avanço forte. “Esse resultado só confirmou isso. As consequências desse crescimento são uma demanda forte que pressiona a inflação por meio dos preços das commodities, que remete uma inflação em alta e possivelmente um acréscimo na taxa de juros – Selic. Além disso, temos o aumento da renda, os gastos públicos também contribuiram para esses quase 8% de crescimento econômico”, pondera.

Balian alega ainda que o crescimento é “fantástico”, porém o País não consegue segurar esse avanço. “Um dos principais sinais (de defasagem entre o crescimento e a condição para crescer) está no setor de energia, os apagões recentes mostram que o País está no limite, precisa de gerenciamento, isso por que não estamos no período de secas, quando essas vierem irá piorar tudo. Precisamos crescer, sim, mas precisamos de infraestrutura para isso”, frisa.

No acumulado do ano (janeiro-dezembro) sem os dados ajustados, o crescimento da economia foi de 7,78%.

A projeção do docente para 2011 é de metade do crescimento de 2010, entre 4% e 4,5%. “Essa projeção é péssima, pois temos potencial interno e o resto do mundo quase inteiro está em baixa ainda, mas não temos condições de crescermos mais. A pior questão é a perda de credibilidade para o mercado financeiro brasileiro, por meio de desconfianças no setor econômico”, diz.

No acumulado de janeiro a outubro, a taxa de expansão estava em 8,48% sobre o mesmo período de 2009. Até setembro, a expansão somava 8,84%, contra 9,65% até julho e 10,29% nos cinco primeiros meses deste ano (até maio). De janeiro a abril, a expansão somava 10,5%.

Com o foco apenas para os dados do último trimestre de 2010, o IBC-Br mostra que houve um crescimento, na média, de 1,02% ante o terceiro trimestre do mesmo ano. Isto evidencia uma aceleração na margem em comparação com o ritmo apresentado nos três meses anteriores, quando o crescimento sobre o segundo trimestre foi de apenas 0,3%.

Na comparação do último trimestre de 2010 com o quarto trimestre de 2009, o IBC-Br apresentou, na média, alta de 5%, taxa abaixo do resultado do ano, mas que ainda mostra um ritmo de crescimento econômico significativo para o País.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia dito que a inflação de alimentos já dá sinais de desaceleração desde o quarto trimestre de 2010.

“Vemos hoje que o País está desacelerando, com o crédito diminuído, o corte de gastos e a Selic em alta. Esperávamos uma taxa de juros de 2% a mais do que 2010, ou seja, faltam mais 1,25%. Contudo, com as medidas atuais podemos ter uma alta menor este ano”, conclui Balian.

Fonte: Dci.com.br

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