Qual a diferença entre renda fixa e renda variável?

Uma dúvida básica, mas muito comum entre pessoas que não são do mercado financeiro é a diferença entre investimentos em renda fixa e renda variável. Produtos de renda fixa garantem ao investidor rendimentos pré-definidos, neste caso, esta taxa pode ser pré-fixada ou pós-fixada. Dificilmente o valor corrigido na data de resgate será inferior ao valor investido.

Porém, quando se fala em renda fixa, caímos em outro conceito do mercado financeiro que tráz muitas dúvidas: taxa pré-fixada e taxa pós-fixada. A taxa pré-fixada é definida no momento do fechamento do negócio e não varia ao longo do contrato. O rendimento percentual é determinado no ato da operação, exemplo: 2% ao mês e 12% ao ano. A vantagem desta opção é que você já sabe antecipadamente o valor do rendimento ou juros na data do vencimento da operação financeira.

Quando nos referimos à taxa pós-fixada, normalmente esta é composta por duas partes, uma delas uma taxa fixa e a outra um indexador. Este indexador evolui ao longo do tempo e é definido no momento da operação financeira. O rendimento dos juros e da atualização monetária será calculado no resgate pela parte da taxa fixa mais a correção do indexador, exemplo: CDI + 10% ao ano, TR + 8% ao ano, etc.

Ainda com relação à taxa pós-fixada, ela também tem a opção de ter apenas uma parte, ou seja, o indexador. Um exemplo é um investimento corrigido pelo CDI, como CDB-Certificado de Depósito Bancário corrigido por 100% do CDI.

As taxas pré-fixadas são mais interessantes quando a taxa de juros do mercado está em queda, já as taxas pós-fixadas se tornam mais interessantes quando a taxa de juros do mercado está em alta.

Já os produtos de Renda Variável não garantem ao investidor rendimento definido. Porém, tem-se a possibilidade de obter ganho de capital, no caso de ações, além de dividendos quando uma empresa tem lucro em determinado período. Além das ações também temos outras opções de renda variável como imóveis e negócios próprios.

As ações podem ser comercializadas por qualquer prazo, mas o mais recomendado é optar pelo longo prazo. Normalmente opções em renda variável têm grande oscilação e, por segurança, exigem prazos mais longos, de pelo menos dois ou três anos. Ninguém compra um imóvel ou entra em um empreendimento hoje para sair daqui a alguns meses. Por consequência, nas operações de curto prazo, principalmente por prazos inferiores a um ano, as taxas pré-fixadas são mais recomendadas.

Fonte: Prof. Ricardo Ramalho

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