Renegociação de dívidas para começar o ano novo

O Brasil do crédito farto também é o país da renegociação possível. E os consumidores devem ficar atentos à possibilidade de limpar seu nome fazendo acordos razoáveis com os credores, com descontos que superam em 50% o valor da dívida. Bancos, operadoras de cartão de crédito e financeiras possuem departamentos especializados nesse tipo de transação e, assim como os devedores, têm todo o interesse em ver os débitos quitados, apesar de não serem obrigados a renegociar.

A inadimplência dos consumidores registrada em novembro último, que subiu 3,5% em relação a outubro, foi a maior alta para meses de novembro desde 2005, de acordo com levantamento divulgado pela Serasa Experian. No mês em questão, a inadimplência no setor de serviços subiu 4,8% e, no comércio, 7,6%.

Não pode ser cobrado qualquer valor para renegociar o crédito

Dauro de Carvalho e Silva, diretor-executivo de administração e finanças do banco Intermedium, explica que a instituição está em constante processo de renegociação com os clientes. A maior parte da carteira de crédito de pessoa física do banco está vinculada ao consignado, o que praticamente elimina os problemas de inadimplência. Os casos que ficam são aqueles nos quais o servidor público faleceu ou perdeu um cargo de confiança. “Quando nosso cliente perde um cargo entramos imediatamente em contato para tentar uma solução. Na hora em que você perde a garantia de pagamento do crédito consignado, precisa ser maleável. Por isso, oferecemos prazo e desconto.”

Na prática, a estratégia de negociação dos bancos, em geral, depende da garantia que a instituição tem de receber o dinheiro: quanto menos subsídios o credor tem, mais desconto ele dá na hora de renegociá-la. O raciocínio leva em conta que é melhor dar um desconto grande do que perder tudo. Foi assim que o motorista Ricardo Manoel de Oliveira conseguiu um abatimento de 50% para quitar o débito que tinha nas Casas Bahia. Ele devia R$ 898 para a rede varejista e não tinha perspectiva de quitar a fatura. Até que foi até lá renegociar e o valor caiu para a metade. “Eles fizeram por R$ 447. Saí na hora, peguei o dinheiro e paguei à vista.”

Jogo limpo

Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa Experien, explica que quando uma pessoa fica inadimplente e quer sair dessa situação, não há como escapar da renegociação. Mas os parâmetros desse acordo não são oficiais. O único aspecto legal é que, mesmo que o cliente não tenha dinheiro para dar entrada imediatamente e decida, por exemplo, iniciar o pagamento em dois meses, seu nome deve sair do cadastro de maus pagadores.

Fonte: DiariodePernambuco.com.br

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