Intermedium passa a oferecer linhas do SFH

César Felício | De São Paulo
10/12/2010
O Banco Intermedium, uma instituição financeira de pequeno porte em Belo Horizonte, se tornou a partir deste mês agente financeiro do Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para financiamentos imobiliários dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), englobados no programa
“Minha Casa , Minha Vida”.

A porta de acesso para financiamentos subsidiados às faixas de renda de até R$ 5 mil mensais deve consolidar o foco da instituição no crédito
imobiliário, algo que não chega a surpreender, levando-se em consideração que o ramo de imóveis é a atividade principal de Rubens Menin, fundador
da MRV, uma das cinco maiores empresas do ramo no País e dono de 44% do banco.
“Não existe sinergia entre as empresas. Obviamente não financiamos a MRV, o que seria ilegal, mas nada impede que um cliente que esteja
comprando um imóvel da MRV obtenha uma carta de crédito do Intermedium”, disse o diretor executivo do banco, João Vitor Menin.
Nos nove primeiros meses deste ano, o crédito imobiliário ficou em R$ 50 milhões , ou menos de 10% dos R$ 580 milhões da soma de todas as
carteiras. “No próximo semestre deveremos fechar 100 unidades por esta modalidade, o que irá significar algo como R$ 10 milhões. Será um teste”,
disse Menin.
A linha pode ser usada para imóveis de até R$ 130 mil de valor e a taxa de juros irá oscilar entre 4,5% e 8,16% por ano. Para outros imóveis
financiáveis com recursos do FGTS, fora do programa governamental, a taxa usual é 10%.
O Intermedium vem registrando um expressivo crescimento em sua captação este ano: considerando o período de janeiro a setembro de 2010, o total
captado passou de R$ 153 milhões para R$ 361 milhões .
O patrimônio líquido do banco, por sua vez, cresceu de R$ 110 milhões para R$ 150 milhões, enquanto que o lucro líquido elevou-se de R$ 6,2
milhões entre janeiro e setembro de 2009 para R$ 16 milhões no mesmo período deste ano.
Fora do alcance da elevação do empréstimo compulsório determinada na sexta-feira da semana passada pelo Banco Central, Menin prevê algum
impacto entre os bancos pequenos e médios provocado pela exigência de mais patrimônio para a concessão de empréstimos.
“A nova metodologia pode fazer o nosso índice Basileia cair cinco pontos percentuais, mas atualmente ele é de 31,17%, enquanto alguns grandes
bancos ficam na faixa de 12% ou 13%. O aumento de patrimônio que fizemos ainda em 2009 nos garante margem para crescer”, afirmou Menin.

https://www.bancointermedium.com.br/Reportagem-Valor-Econômico

Fonte: Valor Econômico

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