Investimento em Renda Fixa é o Mais Indicado P/ Quem Quer Evitar Riscos

Para especialistas, aplicar verba para comprar casa ou se aposentar é sempre uma boa ideia

Se você já pensou em investir como forma de multiplicar seu dinheiro para se aposentar ou comprar uma casa, saiba que este é um bom momento da economia do país para aplicar. Porém, especialistas alertam que não basta sair colocando seus recursos em qualquer lugar. É preciso, antes, ter seu objetivo bem definido e pesquisar sempre.

– Guarde o máximo que puder. Esse é o primeiro passo para investir. O mais difícil é não gastar todo do salário do mês. Quando ela guarda, vai ver que o dinheiro está rendendo. Daí ela passa a ter gosto por poupar.

Imagine que você, com 35 anos, resolva aplicar cerca de R$ 200 por mês em um fundo de investimento qualquer, com rendimento médio de 10% ao ano. Quando você estiver com 65 anos, terá uma economia que ultrapassa os R$ 434 mil – sendo que R$ 72 mil são o que você efetivamente depositou e os outros R$ 362 mil, seus rendimentos.

Claro que a simulação é só um exemplo, que mostra os resultados sem levar em conta as perguntas feitas antes, principalmente o risco do investimento.

nvestimento em renda fixa é o mais indicado para quem quer evitar riscos

Renda fixa

Se não passa pela sua cabeça a ideia de correr altos riscos nas aplicações, principalmente nesse momento de instabilidade dos mercados financeiros em razão da crise na Grécia e Europa, o ideal é colocar seu dinheiro em renda fixa. Dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais) divulgados no mês passado mostraram que quase duas entre três (60,3%) modalidades de investimento estavam baseadas nela.

Na renda fixa é você quem escolhe quanto vai investir e em quanto tempo vai retirar o dinheiro. Com isso, é possível projetar seu lucro no momento de assinatura do contrato, antes mesmo de desembolsar a verba.

Sérgio Quintella, diretor da Valore Investimentos Personalizados, explica que os títulos públicos são os mais indicados para quem quer ter certeza do rendimento.

– As Letras do Tesouro, por exemplo, rendem, em média, 12,77% ao ano. Com elas, o investidor tem garantia de 100% desse lucro.

Isso porque quando você investe no Tesouro, cujos papéis são chamados de LTN (Letras do Tesouro Nacional), o governo dá garantia do pagamento no prazo que você estipulou. Com os juros de 12,77%, quem investiu R$ 100, dentro de um ano vai sacar R$ 112,77.

Poupança e capitalização

Hélio Pio afirma que evitar o risco é a primeira coisa que o novo investidor tem que ter na cabeça. Mas isso não significa que ele tenha que ter os rendimentos mínimos apostando em único modelo. Dá, sim, para variar.

– O investidor sempre deve ter em mente que negócios que oferecem pouco risco, oferecem pouca rentabilidade também. No geral, deve-se procurar a menor ameaça possível.

Para ele, uma boa opção é colocar um pouco de capital em cada setor. No caso da renda fixa, ainda há opções como a poupança, os títulos de capitalização e os chamados CDI (Certificados de Depósito Interbancário) e CDB (Certificado de Depósito Bancário).

Marcia Dessen, economista certificada pelo IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros), diz que, para o pequeno investidor, o primeiro lugar para guardar o dinheiro é a poupança. Segundo ela, a atual taxa básica de juros (a Selic, atualmente 9,5% ao ano).

– Embora a percepção de alguns seja de que a poupança renda pouco, ele não é tão baixo assim. Para o nível atual da Selic no país, ela é bem atraente. Simples, descomplicada e fácil de fazer. Não precisa nem ser correntista do banco. Ela cumpre o objetivo de acumular os recursos que ele conseguir poupar.

Uma vantagem de quem deixa o capital na poupança é que não precisa declarar os rendimentos no Imposto de Renda. Além do IR, existe o desconto de IOF (Imposto sobre Operações Financeira) que varia conforme o tempo da aplicação.

Os CDI e CDB são emitidos por bancos e funcionam como um empréstimo ao contrário, em que você é quem dá o dinheiro, em troca de um rendimento definido pela instituição em determinado espaço de tempo.

A dica do especialista é que o investidor deve sempre fazer uma pesquisa dos títulos e da instituição em que você vai fazer seus investimentos.

Ricardo Nardini, gerente executivo de certificação da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), afirma que o investidor inicial pode deixar o dinheiro na poupança e enquanto isso ir conhecendo os outros modelos de investimento.

Fonte: Marcel Gugoni (R7 Notícias)

Colaboração: Sylvia Albuquerque (R7 Notícias – Estagiária)

 

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